Moldura: Site da Família Vaccaro
Moldura: CULTURA VÊNETA
Famiglie dialettali in Italia
 
                               
     
     
         
         
         
         
         
         
         
     
     
     
    NOSSA ORIGEM VENETA  
    As origens vêneta dos nossos Vaccaros são as províncias de: VERONA, por parte do nono ARCÁDIO VACCARO, e TREVISO, por parte da nona ILDA FORTUNATA SAMOGIN.  
     
     
    A REGIÃO DO VÊNETO  
    O vêneto é uma Região situada entre a Áustria e o Mar Adriático; tem cerca de 4.500.000 habitantes (2008).  
     
    O povo do Vêneto é chamado VÊNETO.  
    As principais cidades do Vêneto são: VENEZIA, TREVISO, VERONA, PADOVA, VICENZA, ROVIGO e BELLUNO.  
     
       
       
  A LÍNGUA VENETA  
  A língua do Vêneto é chamada VÊNETA ( no inglês, VENETIAN)  
  É uma língua românica*1 originaria na própria região do vêneto e é atualmente falada no Vêneto como língua materna. É falada também em algumas zonas da província de Trento, Pordenone, Gorízia e Triestre. Também na costa sul de Friuli e em algumas zonas da província de Bérgamo e Brescia. É falada ainda na Slovenia em algumas zonas internas do goriziano na sua costa que dá para a Istria. (Istria = Toda a península que fica ao sul de Triestre). Na Croácia e sua costa da região da Istria e da Damazia; Na România na cidade de Tulcea; No México, sobretudo no subúrbio de Chipilo da cidade de Puebla; Em algumas regiões do Brasil, no estado do Rio Grande do Sul onde é conhecida como "talian", e Santa Catarina, onde, na cidade de Serafina Correa é língua oficial por um dia do ano.  
   
   
   
   
   
  No dia 28 de março de 2007 foi reconhecida como língua também do Concílio Regional do Vêneto.  
     
  *1 As línguas românicas, também chamadas de "romances, romanzas ou neolatinas", pertencem a uma família de línguas indoeuropeias procedentes da mesma origem. São línguas que nasceram da evolução do latim vulgar, e que foram passando por um processo de mutação, específico em cada região. O latim vulgar era o latim popular, falado nas ruas, e diferenciava-se do latim clássico, usado na literatura.  
   
   
     
  Sobre a Língua Vêneta - Wikipedia  
         
     
  História dos Vênetos   
   
       
  Povo de origem indo-européia, originário da Paflagônia, atual Turquia. Do grego, vênetos = dignos de mérito. Os vênetos eram gentes pacificas,  mas sempre prontas para se defender dos eventuais agressores. Estavam interessados em manter boas relações comerciais com os povos vizinhos.   
   
   
  1.500 a.C. - 200 a.C.  
  1. Os vênetos antigos  
  Aproximadamente na metade do segundo milênio antes de Cristo, os vênetos foram obrigados a sair da Paflagônia fixando-se na península da Bretanha, atual França, na atual Polônia, no sul da atual Alemanha, e no Norte do Mar Adriático que compreende aos atuais Vêneto, parte da Friuli-Venezia Giulia e de Trentino-Alto Adige, regiões que fazem parte da República da Itália e da Ístria (parte da Eslovênia e da Croácia).  
   
   
  Os vênetos se fixaram na planície vêneta, chamados então de terrestres, misturando-se com o povo que aí já vivia desde cerca de 2000 a.C.  
  Depois da queda de Tróia, segundo conta o historiador Tito Lívio, os vênetos remanescentes da Paflagônia chegaram por mar até o fundo do Golfo do Adriático. Estes foram denominados de vênetos marinhos, que reunindo-se com os terrestres construíram a grande nação dos vênetos itálicos.  
   
   
  Possuíam língua própria (teve influências no latim), escrita, além de uma forte religiosidade, viviam ao longo dos rios em casebres de madeira, dominavam a agricultura, a pesca e o artesanato, além de serem famosos na antiguidade pela criação de cavalos.  
   
  Não se tem notícias de um domínio centralizador. Provavelmente eram cidades federadas. O principal centro era Este, além de Mel, Calalzo, Montebelluna, Asolo, Altino, Treviso Padova, Verona.   
   
  200 a.C. - 476 d.C.  
  2. Durante o Império Romano  
  Para não serem destruídos, os vênetos preferiram fazer pactos de amizade com os romanos. A região foi rapidamente latinizada. Pouco antes do nascimento de Cristo, os vênetos tornaram-se cidadãos romanos. Durante o governo de Augusto, a região tornou parte do império como a X Regio Venetia et Istria. Houve um período próspero por cerca de 300 anos, favorecendo as artes e o comércio. As cidades cresceram, sendo construídos muitos monumentos e edifícios e pedra. As Principais cidades deste período foram Padova, Verona, Vicenza, Altino e a capital Aquiléia, que ficava atrás somente de Roma. Aquiléia também foi o principal centro de difusão do catolicismo no Leste e no Norte da Europa. Na queda de Roma a região foi invadida e saqueada pelos povos bárbaros, obrigando muitos de seus habitantes a refugiarem-se nas lagunas costeiras, fundando novas cidades, como Chioggia, Caorle, Grado e Veneza. O resto do território cai sob o domínio dos feudatários.  
   
   
   
   
   
   
  476 d.C. - 1.797 d.C.  
  3. Idade Média - Moderna  
  A zona marítima do Vêneto se separou de tal modo da parte continental que por séculos teve vida distinta. As cidades vênetas continentais passaram uma a uma sob os domínios dos longobardos, francos e depois pelos imperadores alemães. Eram governados por duques devendo obediência e muitos impostos, mesmo assim as cidades tornaram mais ativas e ricas e o domínio estrangeiro mais difícil de suportar, o que promoveu a revolta de seus habitantes, caçando os duques, as cidades transformam-se em comunes. Para manter-se livres, deveriam lutar contra o imperador alemão que não se conformava com a perda. Em 1164 as cidades vênetas aliaram-se contra Frederico Barba Ruiva na chamada Liga Veronesa, tirando definitivamente o Vêneto continental do domínio alemão. As comunes vênetas se tornaram senhorias governadas pelas famílias mais fortes, havendo conflitos entre as senhorias, ao contrário da república de Veneza, uma potência naval, rica e segura que passou ser conhecida com a Sereníssima.  
   
   
   
   
   
   
     
  No séc.XIV, Veneza se interessou pelas terras continentais pois as senhorias estavam prontas para ameaçar a tranquilidade da Sereníssima. Em pouco mais de uma século todas as cidades vênetas estavam formando um Estado único sob o comando de Veneza.  
   
  Por muito tempo Veneza governou soberana, fazendo sentir a sua influência em todos Estados da Europa. floresceram maravilhosamente as artes.  
   
  A partir de 1500, Veneza cai em uma lenta decadência até a chegada de Napoleão Bonaparte que brutalmente pôs fim a milenar república, depredando-a e entregando a Áustria.  
   
  1.797 d.C. até a era atual.  
  4. 1797 até hoje  
  Por cerca de 60 anos Vêneto ficou sob o domínio Austríaco, até que em 1866 foi realizado um plebiscito que fez Vêneto parte do Reino da Itália, mas a grave crise econômica entre o fim do séc. XIX e o início do séc.XX com duas sucessivas guerras mundiais, a primeira combatida em seu território e a segunda com a perda da Ístria impulsionou uma grande imigração, inicialmente para o Brasil e Argentina, depois para os Estados Unidos, Canadá, Austrália e outros países europeus.  
   
   
   
  Somente depois de 1960 o Vêneto volta a reviver, graças as aberturas comerciais, voltando a ser o que foi durante 3000 anos.   
  Texto transcrito da pagina da familia Buso.  
     
  A história da imigração Veneta   
   
     
  Diz Ulderico Bernardi, no seu livro "A catàr fortuna" ("Em busca de fortuna"):"Qualquer povo da Terra, se procurar na sua história, encontrará a experiência da emigração. Enquanto para alguns povos ela é atual, para outros pertence a uma época já superada.O Vêneto hodierno, onde quase não há família que não tenha um parente ou um conhecido emigrado, conjuga esses dois aspectos, pois vê chegarem imigrados de muitos países ao mesmo tempo que existem ainda vênetos que emigram, mesmo que temporariamente, seja como técnicos para os grandes trabalhos que as empresas italianas realizam no exterior, seja para oferecer a outros países da Europa sua apreciadíssima habilidade na produção de sorvete artesanal. Mas não se trata mais de emigração em massa, de famílias, de povoados inteiros de pobres camponeses, na maioria analfabetos ou quase, como foi na origem.  
   
   
   
   
   
   
  É uma longa história, a da emigração vêneta, parte integrante do fluxo imponente que foi a emigração italiana. Nos cem anos que se seguiram à unificação nacional, estima-se que mais de vinte e três milhões de italianos conheceram os caminhos da emigração. Partiam dos antigos reinos desaparecidos, mas também das ricas províncias dos Sabóia, da fértil planície do Pó e dos montes desolados do Sul, dos territórios conquistados aos Habsburgos na Grande Guerra e das terras beneficiadas em que o sonho da propriedade se tinha dissolvido na agregação em latifúndios. Entre 1876 e 1925, em cinqüenta anos de adaptações políticas, aventuras coloniais, industrialização pesada, guerra na Europa e na África, já haviam partido quinze milhões de italianos: oito do Norte e sete do Sul. Fugiam da mortificação da pelagra, das taxas sobre o sal e sobre a moagem que encareciam demais até mesmo a polenta dos pobres, dos privilégios de uma burguesia urbana rapaz e absenteísta que odiava os camponeses pelo seu fervor religioso."  
   
   
   
   
   
   
   
  O escritor vêneto Ippolito Nievo acusava os "progressistas da cidade": "Não temo afirmar que aquela cruzada do liberalismo contra o clero do campo foi uma injustiça, foi uma improntitudine contra a gente do campo e, como os curas e os padres eram os únicos intérpretes de sua inteligência (...) vilipendiar os seus padres era vilipendiar aquele que tinha fé, gritar pela sua morte foi o mesmo que atentar contra a moralidade e a religião de todo um povo."  
   
   
   
  Meeiros, colonos, trabalhadores braçais, viviam sob a ameaça de perder a casa e o trabalho pela disdetta patronal no dia de S. Martinho, 11 de novembro, data que marcava o início do ano agrário e a renovação dos contratos.  
   
  A dureza do trabalho diário naquela época é documentada pela importante Pesquisa agrária e sobre as condições da classe agrícola, que o Parlamento italiano iniciou em 1877 e cujos resultados, publicados entre 1880 e 1885, revelaram a condição desesperada dos trabalhadores nos campos italianos. O cálculo das horas de trabalho do camponês vêneto é informado assim:  
   
   
  "... o camponês trabalha, no verão, das 4 da manhã às 8 da noite e, no inverno, das 7 da manhã às 5 da tarde; note-se, no entanto, que ambos os períodos de trabalho incluem duas horas de repouso, de modo que, em média, o camponês tem 14 horas de trabalho no verão e 8 no inverno, aí compreendido o tempo ocupado para ir e retornar do local de trabalho (que às vezes é distante) e calculando como horas de repouso aquelas passadas nas reuniões iemali" (isto é, as ‘filò’, ou seja, as vigílias noturnas no estábulo, ao calor dos animais, que na verdade eram horas de trabalho para mulheres e homens, aquelas ocupadas em fiar e estes em construir ou consertar implementos) ..."  
   
   
   
   
  "As horas de repouso na cama, por outro lado, podem ser calculadas em 6, tanto no verão como no inverno, por causa das reuniões noturnas que se prolongam até entre 11 da noite e meia-noite, e das quais costumam participar todos, fuorché crianças e velhos. ... Talvez não exista nenhuma classe social que, como a dos camponeses, utilize assim longamente as crianças e obrigue as mulheres a dividirem os esforços com os homens."  
   
   
   
  A agrura do trabalho ... era acompanhada do medo, para aqueles que não tinham a propriedade da terra, de perder casa e atividade. In agguato estava a miséria de viver na base da jornada, sem poder contar com algumas galinhas, com um porco, com uma horta, com aquele pouco de lenha que podia ser recolhido das árvores ao longo dos fossos, com um teto, malfeito talvez, mas seguro.  
   
   
  Os emigrantes partiam em grupos de vizinhos, às vezes povoados inteiros. Os senhores falavam de "americomania" e talvez até vissem com algum alívio o esvaziamento do campo, o que livraria campos e praças dos arrendatários mais exigentes e obstinados nas reivindicações. O hábito mental da arrogância, denunciado por Nievo, os tornava, havia séculos, indiferentes às agruras dos "vilões", tidos na conta de não-pessoas, ignorantes, ávidos, sórdidos, teimosos como bodes e sempre hostis às novidades.  
   
   
   
  O Brasil sempre foi um dos destinos mais importantes deste emigrantes. Dos 3,8 milhões de imigrantes que entraram no Brasil no período de 1870 a 1925, cerca de 1,5 milhões eram italianos. Isto significa que dez por cento de toda a emigração italiana do período destinou-se ao Brasil. Do ponto de vista do Brasil, a imigração italiana foi, por tempo longo tempo, a mais importante: no período considerado, uma terça parte do total de pessoas entradas no Brasil (os outros países importantes de proveniência foram Alemanha, Espanha, Portugal, Polônia, Rússia e, a partir de 1908, Japão) são imigrantes italianos. Mas em certos anos, o percentual de italianos na imigração total para o Brasil alcança quase oitenta porcento!  
   
   
   
   
   
  O Estado de São Paulo foi o que recebeu a maior quota de italianos. Não dispomos de estatística exata. Mas como este estado recebeu, no conjunto, a metade de toda a imigração estrangeira para o Brasil, e como certas nacionalidades se concentraram mais pesadamente em outros estados (por exemplo, os alemães em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os poloneses e russos no Paraná, os espanhóis no Rio de Janeiro e assim por diante), pode-se raciocinar que o estado de São Paulo tenha recebido pelo menos a metade de todos os italianos que entraram no Brasil.  
   
   
   
   
  Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália, em 1966 o total de italianos e descendentes no Brasil era de 22.753.000 pessoas. E segundo a Embaixada da Itália no Brasil esse total havia subido para 25.000.000 no ano 2000.  
   
  No Estado de São Paulo, e particularmente na cidade de São Paulo, muito mais que em outros estados brasileiros que receberam imigrantes italianos, duas circunstâncias, entre outras, causaram a perda da consciência das raízes italianas, a perda do sobrenome italiano e a perda da italianidade:  
   
   
  · com os casamentos "inter-raciais" (de mulheres italianas com homens de diversas outras nacionalidades) muitos sobrenomes italianos desapareceram;  
   
  · durante a segunda guerra, o medo de ser tratado como "inimigo" levou muitas famílias italianas a "aportuguesarem" seus sobrenomes.  
  Mesmo assim, a estimativa do Consulado Italiano em São Paulo segundo a qual o total de italianos e descendentes, no estado, seja de apenas 6.000.000 parece-nos conservadora.  
   
  É impossível, com os dados disponíveis saber quantos são os vênetos e descendentes no Brasil ou no Estado de São Paulo. A presença em São Paulo de imigrantes (e descendentes) provenientes de todas as regiões da Itália favoreceu o aparecimento de uma "raça italiana" local, resultante dos numerosos casamentos "inter-regionais". Muitos dos descendentes de vênetos da atual geração, em São Paulo, têm também ancestrais provenientes de outras regiões da Itália e não poucos têm ancestrais não-italianos (portugueses, alemães, japoneses, russos etc). É comum que esses vênetos mesclados de São Paulo, ao buscar a obtenção de uma segunda cidadania, optem pela cidadania italiana através do ancestral vêneto. Será que eles se consideram mais vênetos do que outra coisa? Está aí um interessante tema que requer uma abordagem não apenas sociológica mas também psicológica ...   
   
   
   
   
   
   
  Texto transcrito da pagina da familia Buso.  
  Mais... Sobre a Imigração Vêneta      
                             
   LITERATURA  
   
  Demonstração das diferenças entre as línguas Vêneta e Italiana  
     
  TEXTOS EM LÍNGUA VÊNETA   TEXTOS EM ITALIANO      
      Letteratura in lingua veneta  
  Leteratura in lengua veneta    
  Da Wikipedia, ła ençiclopedia libara.   Da Wikipedia, l'enciclopedia libera.    
         
  La leteratura in lengua veneta la ga le so raìse ne la produzion de testi poetici e in prosa in lengua volgare, che se svilupa ne l'area corispondente a l'incirca al Veneto de uncó a partir dal XII secolo. La leteratura veneta, dopo un primo periodo de splendor nel Zinquezento col sucesso de artisti come el Ruzante, la riva al so màssimo apogeo nel Setezento, grazie a l'opera del so màssimo esponente, el dramaturgo Carlo Goldoni. Sucessivamente la produzion leteraria in lengua veneta la subisse un periodo de declino a seguito de la caduta de la Republica veneta, riussendo comunque nel corso del Novezento a rivar a vette liriche mirabili con poeti come Biagio Marin de Grado.   La letteratura in lingua veneta affonda le sue radici nella produzione di testi poetici e in prosa in lingua volgare, che si sviluppa nell'area corrispondente all'incirca all'odierna regione Veneto a partire dal XII secolo. La letteratura veneta, dopo un primo periodo di splendore nel Cinquecento con il successo di artisti come il Ruzante, giunge al suo massimo apogeo nel Settecento, grazie all'opera del suo massimo esponente, il drammaturgo Carlo Goldoni. Successivamente la produzione letteraria in lingua veneta subisce un periodo di declino a seguito della caduta della Repubblica di Venezia, riuscendo comunque nel corso del Novecento a raggiungere vette liriche mirabili con poeti come Biagio Marin di Grado.  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
         
  Indice     Indice    
  1 Le origini 6 El Siezento 11 Altri progeti   1 Le origini 6 Il Seicento 11 Voci correlate  
  2 El Dosento 7 El Setezento 12 Varda anca   2 Il Duecento 7 Il Settecento 12 Note  
  3 El Tresento 8 L'Otozento 13 Bibliografia   3 Il Trecento 8 L'Ottocento 13 Bibliografia  
  4 El Quatrozento 9 El Novezento     4 Il Quattrocento 9 Il Novecento  
  5 El Zinquezento   10 Note   5 Il Cinquecento 10 Altri progetti  
     
    La pergamena che riporta el testo de l'Indovinelo veronese La pergamena che riporta il testo dell'Indovinello veronese
 
  La pergamena che riporta il testo dell'Indovinello veronese  
         
         
         
         
         
         
         
         
         
     
  Le origini    Le origini   
  La prima testimoniansa de la nàssita de la lengua volgare veneta (e italiana) la xe l'Indovinelo veronese, databile fra la fine de l'VIII e el scuminsio del IX secolo, scrito in te na lengua a mezavìa tra el latin e el volgare. De area veneta xe el primo framento totalmente in volgare risalente al 1100, el Ritmo belunese che trata de la Conquista del Castel d'Ard. Senpre databili al XII secolo i xe i versi d'amor de la canson Quando eu stava in le tu' cathene.   La prima testimonianza della nascita della lingua volgare veneta (e italiana) è l'Indovinello veronese, databile fra la fine dell'VIII e l'inizio del IX secolo, scritto in una lingua a metà tra il latino e il volgare. Di area veneta è il primo frammento totalmente in volgare risalente al 1100, il Ritmo bellunese che tratta della Conquista del Castel d'Ard. Sempre databile al XII secolo sono i versi d'amore della canzone Quando eu stava in le tu' cathene.  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
  El Dosento     Il Duecento  
  In sto secolo se assiste in Veneto a na esplosion de conponimenti volti a sodisfar i gusti leterari de le emergenti classi urbane. Particolarmente raguardevole la xe la produzion de la Scóla Veronese, con in primis Giacomin da Verona, autor del poema in do parti, De Jerusalem celesti e De Babilonia civitate infernali. De area padoana (ma secondo alcuni autori trevisana) xe el Lamento de la Sposa Padovana o de la Bona çilosia de autor anonimo, opera in novenari rimanti a coppie, in cui na zóina spósa la pianze so marì partìo par le crociade, rifiutando ogni altro conforto che no sia el ricordo del sposo.   In questo secolo si assiste in Veneto ad un'esplosione di componimenti volti a soddisfare i gusti letterari delle emergenti classi urbane. Particolarmente ragguardevole è la produzione della Scuola Veronese, con in primis Giacomino da Verona, autore del poema in due parti, De Jerusalem celesti e De Babilonia civitate infernali. Di area padovana (ma secondo alcuni autori trevisana) è il Lamento della Sposa Padovana o della Bona çilosia di autore anonimo, opera in novenari rimanti a coppie, in cui una giovane sposa piange il marito partito per le crociate, rifiutando ogni altro conforto che non sia il ricordo dello sposo.  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
  El Tresento     Il Trecento  
  Par tuto el XIV secolo, el zentro de la produzion leteraria veneta el continua a èssar Padoa e la corte cararese. In sto secolo conpare la Bibbia istoriata padovana e vien tradoto dal latin un tratato de medizina originariamente in arabo, el Libro Agregà de Serapiom. Xe po da ricordar, par el so espressionismo, i soneti in pavan rùstego de Marsilio da Carara e de Francesco di Vannozzo. Anca ne la capital de la Marca zoiosa esistéa un ativo zentro de produzion leteraria, in cui al volgare trevisan se conpagnava el toscan e el provenzal: de la fine del Tresento xe la celebre Canson contro l'amor de Auliver, scrita in un trevisan arcaico molto pi somejante al belunese che al venezian. A testimoniar la fioridura e la varietà dei volgari veneti del Tresento, xe la cussi dita Tenzone dei tre volgari contegnùa nel Canzoniere de Nicolò de' Rossi, in cui el trevisano el se alterna al venezian e al padoano. Tra i conponimenti a caràtere storiografico xe da segnalar la Cronaca de la guera tra Veniciani e Zenovesi de Daniele da Chinazzo sui fati de la guera de Ciosa del 1379-1381.   Per tutto il XIV secolo, il centro della produzione letteraria veneta continua ad essere Padova e la corte carrarese. In questo secolo compare la Bibbia istoriata padovana e viene tradotto dal latino un trattato di medicina originariamente in arabo, il Libro Agregà de Serapiom. Sono poi da ricordare, per il loro espressionismo, i sonetti in pavano rustico di Marsilio da Carrara e di Francesco di Vannozzo. Anche nella capitale della Marca zoiosa esisteva un attivo centro di produzione letteraria, in cui al volgare trevisano si accompagnavano il toscano e il provenzale: della fine del trecento è la celebre Canzone contro l'amore di Auliver, scritta in un trevisano arcaico molto più vicino al bellunese che al veneziano. A testimoniare la fioritura e la varietà dei volgari veneti del Trecento, è la cosi detta Tenzone dei tre volgari contenuta nel Canzoniere di Nicolò de' Rossi, in cui il trevisano si alterna al veneziano e al padovano. Tra i componimenti a carattere storiografico è da segnalare la Cronaca de la guera tra Veniciani e Zenovesi di Daniele da Chinazzo sui fatti della guerra di Chioggia del 1379-1381.  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
         
  Originali opere trecentesche le xe quele che nel so conplesso le va soto el nome de Leteratura franco-veneta, caraterizà da un singolare missioto dei volgari veneti col francese medieval. Tra le opere pi note ghe xe l'Entrée d'Espagne, de autor anonimo, e el so proseguimento, La prise de Pampelune de Niccolò da Verona.   Originali opere trecentesche sono quelle che nel loro complesso vanno sotto il nome di Letteratura franco-veneta, caratterizzate da una singolare mescolanza dei volgari veneti con il francese medievale. Tra le opere più note vi sono l'Entrée d'Espagne, di autore anonimo, e il suo proseguimento, La prise de Pampelune di Niccolò da Verona.  
     
     
     
     
     
     
         
  El Quatrozento   Il Quattrocento  
  A partir dal Quatrozento Venexia la taca a far sentir la so influensa in tuto el Veneto e oltre, grassie al preminente ruolo politico assunto e al fiorir de le so atività culturali (zà a la fine del secolo sarà stà stanpà a Venexia zirca du milioni de volumi). Fra i pi inportanti autori lagunari del secolo ghe xe Leonardo Giustinian, creator de le Canzonette e dei Stramboti, opere de caratere amoroso de ànbito popolare e zitadin, scrite in un venezian colto e elegante, dotà de intrinseca musicalità e de numerose sugestion leterarie. A Padoa opera Iacopo Sanguinacci, erede de la tradizion cortesana de Francesco di Vannozzo e de Antonio Beccari. A partir dai ani Sessanta taca a inporse la poesia satirica, con autori quali el veronese Giorgio Sommariva e el venezian Antonio Vinciguerra.   A partire dal Quattrocento Venezia inizia a far sentire la propria influenza in tutto il Veneto ed oltre, grazie al preminente ruolo politico assunto e al fiorire delle sue attività culturali (già alla fine del secolo saranno stati stampati a Venezia circa due milioni di volumi). Fra i più importanti autori lagunari del secolo vi è Leonardo Giustinian, creatore delle Canzonette e degli Strambotti, opere di carattere amoroso di ambito popolare e cittadino, scritte in un veneziano colto ed elegante, dotato di intrinseca musicalità e di numerose suggestioni letterarie. A Padova opera Iacopo Sanguinacci, erede della tradizione cortigiana di Francesco di Vannozzo e di Antonio Beccari. A partire dagli anni Sessanta comincia ad imporsi la poesia satirica, con autori quali il veronese Giorgio Sommariva e il veneziano Antonio Vinciguerra.  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
  Nel stesso periodo taca a zircolar numerosi soneti in pavan e in veronese de anbientazion rùstega, ma de evidente matrice leteraria e zitadina e un genere teatral quale quelo dei Mariazi, farse in rima che mete in sèna la lota tra i diversi pretendenti a la man de na fémena, e che zà preanuncia l'emergere nel secolo sucessivo del genio del Ruzante. Senpre in sta epoca autori anonimi i efetua do traduzion in veneto del romanzo de Tristan, conossiùe come Tristano Veneto e Tristano Corsiniano.   Nello stesso periodo iniziano a circolare numerosi sonetti in pavano ed in veronese di ambientazione rustica, ma di evidente matrice letteraria e cittadina e un genere teatrale quale quello dei Mariazi, farse in rima che mettono in scena la lotta tra i diversi pretendenti alla mano di una donna, e che già preannunciano l'emergere nel secolo successivo del genio del Ruzante. Sempre in quest'epoca autori anonimi effettuano due traduzioni in veneto del romanzo di Tristano, conosciute come Tristano Veneto e Tristano Corsiniano.  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
    Statua del Ruzante in Piazza Capitaniato, Padova
 
       
  El Zinquezento     Il Cinquecento  
  El Zinquezento el xe el secolo in cui el genere teatral el riva a la so maturazion. Enorme xe el sucesso de le comedie de Angelo Beolco dito el Ruzante (1500-1542), scrite in pavan rùstego, che rapresenta in maniera molto eficace el mondo quotidiano dei pòri contadini, con le so gioje, le so disperazion e la costante lota contro le ingiustissie e l'ipocrisia dei potenti. El linguagio rùstego del Ruzante el xe po ripreso dal poeta Giambattista Maganza dito Magagnò, autor con i du poeti visentini Agostino Rava e Bartolomeo Rustichello de le Rime di Magagnò, Menon e Begotto in lingua rustica padovana.     Il Cinquecento è il secolo in cui il genere teatrale giunge alla sua maturazione. Enorme è il successo delle commedie di Angelo Beolco detto il Ruzante (1500-1542), scritte in un padovano rustico (pavan), che rappresentano in maniera molto efficace il mondo quotidiano dei poveri contadini, con le loro gioie, le loro disperazioni e la costante lotta contro le ingiustizie e l'ipocrisia dei potenti. Il linguaggio rustico del Ruzante è poi ripreso dal poeta Giambattista Maganza detto Magagnò, autore con i due poeti vicentini Agostino Rava e Bartolomeo Rustichello delle Rime di Magagnò, Menon e Begotto in lingua rustica padovana.  
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
         
       
  Statua del Ruzante in Piazza Capitaniato, Padova  
   
  Statua del Ruzante in Piazza Capitaniato, Padova  
   
       
       
  Un interessante fenomeno lenguistico el xe costituìo inveze da l'opera de Andrea Calmo (1550-1571); ne le so comedie interagisse personagi che parla ognuno con la so lengua o dialeto, in na babele lenguistica zerto mìa massa difarente da l'anbiente venezian de l'epoca, zentro dei tràfici comerciali e percorso da persone de ogni lengua e paese.   Un interessante fenomeno linguistico è costituito invece dall'opera di Andrea Calmo (1550-1571); nelle sue commedie interagiscono personaggi che parlano ognuno con la propria lingua o dialetto, in una babele linguistica certo non troppo dissimile dall'ambiente veneziano dell'epoca, centro dei traffici commerciali e percorso da persone di ogni lingua e paese.  
     
     
     
     
     
     
     
  Ne l'ànbito de la poesia erotica, zà portà al sucesso da Pietro Aretino (che'l gà trascorso a Venezia la seconda parte de la so vita), se distingue Maffio Venier (1550-1586), noto tra l'altro par le so accese diatribe in versi con la poetessa veneziana Veronica Franco.   Nell'ambito della poesia erotica, già portata al successo da Pietro Aretino (che trascorse a Venezia la seconda parte della sua vita), si distingue Maffio Venier (1550-1586), noto tra l'altro per le sue accese diatribe in versi con la poetessa veneziana Veronica Franco.  
     
     
     
     
     
  Altre opere de sto periodo xe la comedia anonima La Venexiana, riscoverta solo nel 1928, e el poemeto anonimo La guerra de' Nicolotti e Castellani dell'anno 1521, che'l descrive la tradizional guera dei pugni veneziana, in cui le do fazioni rivali dei Nicoloti e dei Castelani le se afrontava presso el ponte dei pugni. A sta epoca risale inoltre la traduzion in veneto de La navigazione di San Brandano, ad opera de un autor anonimo.   Altre opere di questo periodo sono la commedia anonima La Venexiana, riscoperta solo nel 1928, e il poemetto anonimo La guerra de' Nicolotti e Castellani dell'anno 1521, che descrive la tradizionale guera dei pugni veneziana, in cui le due fazioni rivali dei Nicolotti e dei Castellani si affrontavano presso il ponte dei pugni. A quest'epoca risale inoltre la traduzione in veneto de La navigazione di San Brandano, ad opera di un autore anonimo.  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
  El Siezento   El Seicento  
  Nel corso del Siezento la poesia, cussita in Veneto come nel resto d'Italia, no la dà grandi fruti. Uno dei pochi poeti dialetali de sto periodo che sia degni de nota el xe Dario Varotari el zoino, pitor fiol del Padovanin e autor anca de dódese satire in lengua veneta. Del 1693 xe inveze la traduzion in veneto de la Gerusalemme liberata del Tasso ad opera de Tomaso Mondini, stanpà col titolo El Goffredo del Tasso cantà alla barcariola.   Nel corso del Seicento la poesia, così in Veneto come nel resto d'Italia, non dà grandi frutti. Uno dei pochi poeti dialettali di questo periodo che siano degni di nota è Dario Varotari il giovane, pittore figlio del Padovanino e autore anche di dodici satire in lingua veneta. Del 1693 è invece la traduzione in veneto della Gerusalemme liberata del Tasso ad opera di Tomaso Mondini, stampato col titolo El Goffredo del Tasso cantà alla barcariola.  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
         
  Carlo Goldoni
El Setezento
  Il Settecento  
  Nel Setezento Venexia, anca se in declino e costreta a na atenta politica de neutralità, la conosse na stagion de incredibile fioridura de tute le arti, e tra ste qua la leteratura, che con Carlo Goldoni (1707-1793) la riva al punto pi alto de la so storia. La riforma goldoniana del teatro la riesse a far evolvere la comedia de l'arte, focalizà su l'intrecio de la vicenda e basà solamente su un canovaccio che lassava molto spazio a l'inprovisazion, in comedia organica e "de caratere", metendo l'acento sul caratere dei personagi, sui so vizi e su le so virtù. De le numerose comedie scrite da Goldoni in lengua veneziana, val la pena citar almanco I rusteghi, Le baruffe chiozzotte e Sior Todero brontolon. Goldoni el xe autor inoltre de numerose poesie e poemeti in venezian e in italian.     Nel Settecento Venezia, pur in declino e costretta ad un'attenta politica di neutralità, conosce una stagione di incredibile fioritura di tutte le arti, e tra queste la letteratura, che con Carlo Goldoni (1707-1793) giunge al punto più alto della sua storia. La riforma goldoniana del teatro riesce a far evolvere la commedia dell'arte, focalizzata sull'intreccio della vicenda e basata solamente su un canovaccio che lasciava molto spazio all'improvvisazione, in commedia organica e "di carattere", mettendo l'accento sul carattere dei personaggi, sui loro vizi e sulle loro virtù. Delle numerose commedie scritte da Goldoni in lingua veneziana, vale la pena citare perlomeno I rusteghi, Le baruffe chiozzotte e Sior Todero brontolon. Goldoni è autore inoltre di numerose poesie e poemetti in veneziano e in italiano.  
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
  Carlo Goldoni  
  Giorgio Baffo
 
   
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
         
         
         
    Giorgio Baffo    
  Nel stesso filone de Maffio Venier du secoli prima, cioè la poesia de argomento erotico, se inserisse Giorgio Baffo (1694-1768), autor de numerosi conponimenti poetici licenziosi, ma spesso anca polemici verso la coruzion dilagante de la zità de Venexia, e sopratuto del clero. Molto critico verso el Goldoni, l'intraprende con lu na diatriba in versi in ocasion de la rapresentazion del Filosofo inglese scrito da quest'ultimo. Apollinaire, che'l traduse in francese alcune so poesie, el lo definisse "el pi grando poeta priapeo mai esistìo, ma, al contenpo, uno dei massimi poeti lirici".[1]   Nello stesso filone di Maffio Venier due secoli prima, cioè la poesia di argomento erotico, si inserisce Giorgio Baffo (1694-1768), autore di numerosi componimenti poetici licenziosi, ma spesso anche polemici verso la corruzione dilagante della città di Venezia, e soprattutto del clero. Molto critico verso il Goldoni, intraprende con lui una diatriba in versi in occasione della rappresentazione del Filosofo inglese scritto da quest'ultimo. Apollinaire, che tradurrà in francese alcune sue poesie, lo definirà "il più grande poeta priapeo mai esistito, ma, al contempo, uno dei massimi poeti lirici".[1]  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
  N'altro fondamentale protagonista del Setezento venezian xe el poeta Anton Maria Lamberti (1757-1832), autor de numerose e celebri cansonete, la pi nota de le quali la xe probabilmente La biondina in gondoleta, musicà da Johann Simon Mayr. Xe da ricordar inoltre le do traduzion de l'Iliade de Omero da parte de Giacomo Casanova e Francesco Boaretti. Altri inportanti autori tra la fine del Setezento e'l scuminsio de l'Otozento i xe Anton Maria Labia, autor de inteligenti satire conservatrici in difesa de la morale; Lodovico Pastò, che in du ditirambi l'elogia rispetivamente la polenta e el vin Friularo de Bagnoli, oltre ai poeti Francesco Gritti e Pietro Buratti.   Un altro fondamentale protagonista del Settecento veneziano è il poeta Anton Maria Lamberti (1757-1832), autore di numerose e celebri canzonette, la più nota delle quali è probabilmente La biondina in gondoleta, musicata da Johann Simon Mayr. Sono da ricordare inoltre le due traduzioni dell'Iliade di Omero da parte di Giacomo Casanova e Francesco Boaretti. Altri importanti autori tra la fine del Settecento e l'inizio dell'Ottocento sono Anton Maria Labia, autore di intelligenti satire conservatrici in difesa della morale; Lodovico Pastò, che in due ditirambi elogia rispettivamente la polenta e il vino Friularo di Bagnoli, oltre ai poeti Francesco Gritti e Pietro Buratti.  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
         
  L'Otozento     L'Ottocento    
  A seguito de la caduta de la Republica veneta ad opera de Napoleon e del passagio soto l'inpero asburgico, anca la produzion leteraria in lengua veneta la patisse un brusco declino, e in zeneral el livel artistico de le opere no'l xe a l'altezza rispeto al secolo precedente. Ghe xe tutavia alcuni autori interessanti, come Giacinto Gallina (1852-1897), che'l rilancia el teatro dialetale venezian, in crisi dopo la morte de Goldoni. Giacinto Gallina
 
  A seguito della caduta della Repubblica veneta ad opera di Napoleone e del passaggio sotto l'impero asburgico, anche la produzione letteraria in lingua veneta subisce un brusco declino, e in generale il livello artistico delle opere non è all'altezza rispetto al secolo precedente. Vi sono tuttavia alcuni autori interessanti, come Giacinto Gallina (1852-1897), che rilancia il teatro dialettale veneziano, in crisi dopo la morte di Goldoni.  
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
      Giacinto Gallina      
  In canpo poetico degni de na citazion i xe Jacopo Vincenzo Foscarini, Camillo Nalin, Antonio Negri, Pietro Pagello, Attilio Sarfatti e Riccardo Selvatico, che el xe anca sindaco de Venexia a la fine del secolo. Anca du noti libretisti e autori de testi teatrali in lengua italiana, Arrigo Boito e Francesco Maria Piave, i se cimenta ocasionalmente con la lengua veneta, con risultati tut'altro che da butar via, come l'Elogio de la polenta de Boito e la cansoneta La regata veneziana de Piave, musicà da Gioachino Rossini. Senpre in sto periodo el storico de l'arte Gianjacopo Fontana el realiza na traduzion in venezian del Vangelo secondo Mateo.   In campo poetico degni di una citazione sono Jacopo Vincenzo Foscarini, Camillo Nalin, Antonio Negri, Pietro Pagello, Attilio Sarfatti e Riccardo Selvatico, che è anche sindaco di Venezia alla fine del secolo. Anche due noti librettisti e autori di testi teatrali in lingua italiana, Arrigo Boito e Francesco Maria Piave, si cimentano occasionalmente con la lingua veneta, con risultati tutt'altro che da scartare, come l'Elogio de la polenta di Boito e la canzonetta La regata veneziana di Piave, musicata da Gioachino Rossini. Sempre in questo periodo lo storico dell'arte Gianjacopo Fontana realizza una traduzione in veneziano del Vangelo secondo Matteo.  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
  El Novezento   Il Novecento  
  Zà ne l'Otozento, col declassamento de Venexia da capital a senplice zità fra le tante, Venexia la perde a poco a poco la so egemonia anca in canpo cultural. Sto fenomeno el se fa però molto pi evidente nel corso del Novezento, con l'emergere de diversi inportanti poeti dialetali, quasi tuti mìa veneziani. El magior poeta veneto del XX secolo el xe probabilmente Biagio Marin (1891-1985), che'l scrive in te na particolare varietà de la lengua veneta parlà a Grado, so zità nadal. Inportanti xe anca el veronese Berto Barbarani (1872-1945), el triestin Virgilio Giotti (1885-1957), el visentin Eugenio Ferdinando Palmieri (1903-1968), el trevisan Ernesto Calzavara (1907-2000) e Giacomo Noventa (1898-1960) da Noventa de Piave.   Già nell'Ottocento, con il declassamento di Venezia da capitale a semplice città fra le tante, Venezia perde a poco a poco la sua egemonia anche in campo culturale. Questo fenomeno si fa però molto più evidente nel corso del Novecento, con l'emergere di diversi importanti poeti dialettali, quasi tutti non veneziani. Il maggiore poeta veneto del XX secolo è probabilmente Biagio Marin (1891-1985), che scrive in una particolare varietà della lingua veneta parlata a Grado, sua città natale. Importanti sono anche il veronese Berto Barbarani (1872-1945), il triestino Virgilio Giotti (1885-1957), il vicentino Eugenio Ferdinando Palmieri (1903-1968), il trevisano Ernesto Calzavara (1907-2000) e Giacomo Noventa (1898-1960) da Noventa di Piave.  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
       
   Ognuno de sti qua el se esprime nel so dialeto e el contribuisse quindi ad arichir la cultura veneta, in precedenza focalizà quasi esclusivamente su Venexia, portandoghe la so specificità e le carateristiche proprie de le tante culture locali del Veneto. El trevisan Andrea Zanzotto (1921-vivente) el riva parfin a elaborar un so linguagio artificiale, el petèl, ispirà al modo in cui i adulti i xe soliti vezegiar i neonati. In ani reçenti el poeta Nereo Zeper el gà tradoto in triestin l'Inferno de Dante.   Ognuno di questi si esprime nel proprio dialetto e contribuisce quindi ad arricchire la cultura veneta, in precedenza focalizzata quasi esclusivamente su Venezia, portandovi la propria specificità e le caratteristiche proprie delle tante culture locali del Veneto. Il trevigiano Andrea Zanzotto (1921-vivente) giunge perfino ad elaborare un proprio linguaggio artificiale, il petèl, ispirato al modo in cui gli adulti sono soliti vezzeggiare i neonati. In anni recenti il poeta Nereo Zeper ha tradotto in triestino l'Inferno di Dante.  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
  Nel teatro el magior autor de sto periodo el xe el poeta e dramaturgo venezian Domenico Varagnolo (1882-1949), che'l ghe dà al teatro venezian na forte spinta inovatrice. Ne la sìa de Varagnolo se pone anca el veronese Renato Simoni (1875-1952) e el mantoan Gino Rocca (1891-1941), che pur no essendo veneziani i produse anca lori opere teatrali de buon livel in lengua veneziana. Tra i autori de comedie in dialeto triestin figura el duo Carpinteri & Faraguna, forse pi conossùi par la serie de volumi de le Maldobrìe, racolte de storie e raconti de anbiente zulian-dalmata.   Nel teatro il maggior autore di questo periodo è il poeta e drammaturgo veneziano Domenico Varagnolo (1882-1949), che dà al teatro veneziano una forte spinta innovatrice. Nella scia di Varagnolo si pongono anche il veronese Renato Simoni (1875-1952) e il mantovano Gino Rocca (1891-1941), che pur non essendo veneziani producono anch'essi opere teatrali di buon livello in lingua veneziana. Tra gli autori di commedie in dialetto triestino figura il duo Carpinteri & Faraguna, forse più conosciuti per la serie di volumi delle Maldobrìe, raccolte di storie e racconti di ambiente giuliano-dalmata.  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
  El scritor fursi pi rapresentativo de l'epoca el xe però el visentin Luigi Meneghello (1922-2007), el cui romanzo Libera nos a Malo el xe ritegnùo una de le opere pi inportanti del Novezento, mìa solo par la cultura veneta ma par quela italiana in zeneral. Meneghello ne le so opere, scrite in te na lengua italiana leteraria contaminà dal dialeto visentin e da colte citazion inglesi, el tracia n'afresco de l'anbiente paesan de Malo, el so paese nadal, descrivendoghene i mile fatàrei de la vita quotidiana, senpre zercando de coglier la vena umoristica de na società contadina che uncó la se sta estinguendo.   Lo scrittore forse più rappresentativo dell'epoca è però il vicentino Luigi Meneghello (1922-2007), il cui romanzo Libera nos a Malo è ritenuto una delle opere più importanti del Novecento, non solo per la cultura veneta ma per quella italiana in generale. Meneghello nelle sue opere, scritte in una lingua italiana letteraria contaminata dal dialetto vicentino e da colte citazioni inglesi, traccia un affresco dell'ambiente paesano di Malo, il suo paese natale, descrivendone i mille fatterelli della vita quotidiana, sempre cercando di cogliere la vena umoristica di una società contadina che oggi si sta estinguendo.  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
       
  Fonte: Wikipedia   Fonte: Wikipedia  
       
       
       
       
       
       
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