ÁLBUM de ÓPERAS de ENRICO CARUSO
Enrico Caruso Enrico Caruso
Nato a Napoli nel Febbraio 25, 1873 ed morì anche a Napoli il Agosto 2, 1921. È stato considerato dalla critica il più grande interprete della musica classica di tutti i tempi. Nasceu em Nápoles a 25 de fevereiro de 1873 e morreu também em Nápoles em 2 de agosto de 1921. Foi considerado pela crítica o maior intérprete da música erudita de todos os tempos.
                       
E LUCEVAN LE STELLE - 1900
da ópera Tosca, de Giácomo Puccini
Interprete: Enrico Caruso
Dialeto napolitano Português
E lucevan le stelle E reluziam as estrelas
Ed olezzava la terra e perfumava a terra
Stridea l'uscio dell'orto rangia a porta do horto
Ed un passo sfiorava la rena e um passo roçava a areia
Entrava ella, fragrante Entrava ela, fragrante
Mi cadea fra le braccia me caía entre os braços
O dolci baci, o languide carezze Oh doces beijos, oh lânguidas caricias
Mentr'io fremente enquanto eu firmemente
Le belle forme disciogliea dai veli as belas formas livrava dos véus
Svani per sempre Desapareceu para sempre
Il sogno mio d'amore o meu sonho de amor
L'ora ? fuggita A hora? Fugida
E muoio disperato e morro desesperado
E muoio disperato e morro desesperado
E non ho amato mai tanto la vita eu não tenho amado nunca tanto a vida
Tanto la vita Tanto na vida.
       
LA DONNA IMOBILE - 1851
da ópera Rigoletto, de Giuseppe Verdi
Intérprete: Enrico Caruso 
"La donna è mobile" ( "A mulher é volúvel") Canzione de l'opera Rigoletto, de Giuseppe Verdi (1851). "La donna è mobile" ( "A mulher é volúvel") Canção da ópera Rigoletto, de Giuseppe Verdi (1851).
Italiano Português
La donna è mobile A mulher é móvel
Qual piuma al vento, Como pluma ao vento,
Muta d'accento Muda de acento
E di pensiero. E de pensamento.
Sempre un amabile, Sempre um amável,
Leggiadro viso, Gracioso rosto,
In pianto o in riso, Em pranto ou em riso,
È menzognero. É mentiroso.
La donna è mobil A mulher é móvel
Qual piuma al vento, Como pluma ao vento,
Muta d'accento Muda de acento
E di pensier. E de pensamento.
E di pensier. E de pensamento.
E di pensier. E de pensamento.
È sempre misero È sempre um infeliz
Chi a lei s'affida, Quem a ela se entrega,
Chi le confida Quem lhe confia
Mal cauto il core. Incautamente o coração.
Pur mai non sentesi Também nunca sente-se
Felice appieno Feliz em cheio
Chi su quel seno Quem naquele seio
Non liba amore. Não saboreia amor.
La donna è mobil A mulher é móvel
Qual piuma al vento, Como pluma ao vento,
Muta d'accento Muda de acento
E di pensier. E de pensamento.
E di pensier. E de pensamento.
E di pensier! E de pensamento!
       
PAGLIACCI NON SON - da ópera PAGLIACCI
Autor: Ruggero Leoncavallo ( 1857 - 1919 )
Intérprete: Enrico Caruso
Il "Pagliacci" è una tragi-commedia lirica, con la gelosia, l'indignazione e la vendetta, che porta a un delitto passionale. Si tratta di una opera di Ruggero Leoncavallo (1857-1919). La prima al Teatro Dal Verme di Milano, è stato un successo. Aveva di fronte al cast, Victor Maurel, il baritono francese che ha creato Iago in Otello Verde. E 'stato regida da Arturo Toscanini (1867 - 1957), ancora nella gioventù. Os "Pagliacci" é um ópera do estilo tragi-comédia, com ciúme, ultraje e vingança, que leva ao um crime passional. É uma obra de Ruggero Leoncavallo (1857-1919). A estréia no Teatro Dal Verme, em Milão, foi um sucesso. Teve à frente do elenco, Victor Maurel, o barítono francês que criou o Iago do Otello verdiano. Foi dirigida por Arturo Toscanini (1867 - 1957), ainda na sua juventude.
No, Pagliaccio non son! Não, Palhaço eu não sou! ...
se il viso è pallido, Se o meu rosto é branco,
è di vergogna, É de vergonha
e smania di vendetta! e desejo de vingança!
L'uom riprende i suoi dritti, O homem retoma os seus direitos
e'l cor che sanguina vuol sangue e o coração que sangra, quer sangue
a lavar l'onta, para lavar a honra
o maledetta! o maldita!
No, Pagliaccio non son! Não, Palhaço eu não sou! ...
Son quei che stolido Sou aquele que estúpido
ti raccolse orfanella in su la via te recolhi orfãnzinha na rua
quasi morta di fame, quase morta de fome,
e un nome offriati, e um nome oferecí,
ed un amor ch'era febbre e follia! e um amor que era louco e apaixonado!
Sperai, Espera!
tanto il delirio accecato m'aveva, O delírio me tinha cegado,
se non amor, pietà... mercé! se não amor, piedade, graça!
Ed ogni sacrifizio al cor lieto, E cada sacrifício, com o coração contente,
imponeva, e fidente credeva impunha, e com confiança e crédito,
più che in Dio stesso, in te! mais que em Deus mesmo, (do que) em ti!
Ma il vizio alberga sol Mas o vicio repousa ao sol
ne l'alma tua negletta; tens a alma negligente;
tu viscere non hai... tu, coração não tens ...
sol legge e'l senso a te! (Somente) tuas leis é que fazem sentido para ti.
Va, non merti il mio duol, Vá, não mereces a minha dor,
o meretrice abbietta, oh meretriz inútil;
vo' ne lo sprezzo mio queria, no desprezo meu
schiacciarti sotto i piè! esmagá-lo debaixo dos (meus) pés!
       
UMA FURTIVA LÁGRIMA
Dá Opera "L'Elisir d'amore" de Gaetano M. Donizetti - 1832
Autor
Intérprete: Enrico Caruso - 1904
Dialeto napolitano Português
Una furtiva lagrima Uma ocultada lagrima
negli occhi suoi spuntò... nos olhos seus apareceu.
quelle festose giovani Aquelas alegrias juvenis
invidiar sembrò... recusar-se pareceu.
Che più cercando io vo? O que mais buscando eu quero?
Che piú cercando io vo O que mais buscando eu quero?
M'ama, si m'ama, lo vedo, Me ama, sim me ama, eu vejo.
lo vedo! Eu vejo. ( Ela me ama, eu vejo isso)
Un solo istante i palpiti Um só instante os palpitares
del suo bel cor sentir!.. do seu belo coração ouvir.
I miei sospir confondere Os meus suspiros confundir
per poco a’ suoi sospir! ... quase aos seus suspiros.
I palpiti, Os palpitares,
i palpiti sentir os palpitares ouvir.
Confondere i mieci Confundir os meus
co' suoi sospir com os seus suspiros
Cielo, si può morir; Céu, se pode morrer.
di più non chiedo, non chiedo. Muito não peço, não peço.
Cielo si puo, si puo morir Oh céu, se pode, se pode morrer.
di piu non chiedo.... Non chiedo Muito não peço, não peço.
A no morir, a no morir Para não morrer, para não morrer
d'amor de amor.
                       
VESTI LA GIUBBA - da ópera PAGLIACCI
Autor: Ruggero Leoncavallo ( 1857 - 1919 )
Intérprete: Enrico Caruso
Recitar, Recitar,
mentre preso dal delirio enquanto tomado pelo delírio
non so piu quel che dico não sei mais aquilo que digo
e quel che faccio. e aquilo que faço.
Eppure è d'uopo. Sforzati! Va! Todavia é necessário. Esforça-te! Vai!
Sei tu forse un uomo? És tu talvez um homem?
Ah! ah! ah! ah! ah! Ah! ah! ah! ah! ah!
Tu sei Pagliaccio. Tu és Palhaço.
Vesti la giubba Veste o casaco
e la faccia infarina. e a cara enfarinha.
La gente paga O povo paga
e rider vuole quà. e quer rir aqui.
E se Arlecchino E se Arlequim
t'invola Colombina, te rouba a Colombina,
ridi Pagliaccio ri Palhaço
e ognun applaudirà. e cada um aplaudirá.
Tramuta in lazzi Muda em piadas
lo spasmo ed il pianto, o espasmo e o choro,
in una smorfia il singhiozzo numa careta o soluço
e il dolor. e a dor.
Ah! Ridi Pagliaccio, Ah! Ri Palhaço,
sul tuo amore infranto. sobre o teu amor partido.
Ridi del duol Ri da dor
che t'avvelena il cor! que te envenena o coração!